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Entrevista

A revisa digital Dazed publicou há duas semanas uma matéria que podemos categorizar como “Black Excellence about Black Excellence”. A reportagem, que na verdade são fotos de ‘lendas’ usando Ray-Bans, traz um depoimento do talentosíssimo, Pharrell Williams falando um pouco sobre, outro grande talento, Michael Jackson. Confira abaixo Pharrell contando como foi obcecado por Michael em sua infância e sobre a capacidade do “Rei do Pop” de hipnotizar qualquer um em frente da televisão.

“A coisa mais importante que tenho a dizer sobre Michael Jackson é que ele era incrivelmente culto. Um cara super inteligente que mudou os padrões do entretenimento. Minha primeira memória dele é de eu estar em frente da TV, quando criança vendo ele performar. Eu ficava o mais próximo que podia da tela, totalmente hipnotizado. Era a música “Let’s Dance Let’s Shout” e lá estava eu grudado na televisão. Era uma experiencia fenomenal só vê-lo se apresentar. De lá em diante, ele reinventou o padrão do que é ser um artista. Não consigo pensar em nada que tivesse visto antes daquilo, ou depois, que pelo menos chegue perto do que ele fazia, musicalmente e visualmente.

Dito isso, àquela idade, nunca tinha pensado em fazer música inspirado em Michael. Eu nem pensava em fazer música. Nem era uma opção pensar nisso. Eu morava nos subúrbios de Virginia – não era um costume pensar em algo do tipo. Lá você pensava que música era mágica, arte era mágica e filmes eram mágicos, mas não tinha nada ali que cultivava essa mágica, para mostrar que aquilo era possível em sua vida. Havia isto no Michael e era maravilhoso. O que ele fazia parecia uma mágica impossível. Ele era sempre algo totalmente especial.

É claro que naquele época eu não pensava em música como objetivo de vida. Era o que era. Não passava pela minha cabeça pensar em MJ e compara-lo com outro artista daquele tempo; era apenas uma coisa tácita, indiscutível que ele é inerentemente diferente, e algo que você não poderia perder. Ele era o único artista que me chamava atenção na época em que Thriller foi lançado, em 1982, quando eu tinha nove anos. Naquela época não havia dúvidas: você queria parecer com ele, se vestir como ele, e ter a habilidade de dançar que nem ele. Não que ele já não tinha impressionado antes. Para mim, o look de Off The Wall era sensacional também: o terno, a gravata borboleta e o afro. Aquilo que era estilo. Ele sempre teve um ótimo senso fashion. Assim que ele deixou o Jackson Five, ele realmente começou a se expressar; indo a lugares como Studio 54, conhecendo gente, trabalhando para afiar os detalhes que aperfeiçoaram seu talento. Michael estava estudando Walt Disney, desenvolvendo seu amor por animação, filmes antigos e livros interessantes, o que evoluiu tremendamente seu estilo com o passar do tempo.

MJ definitivamente criou sua própria linguagem na moda. Ele nunca usava nada errado e literalmente declarava algo toda vez que se vestia. Eu poderia decodificar ou decifrar? Não. O que estou tentando dizer é, ele não fazia as coisas do nada. Tudo que ele usava e fazia era calculado. Sabia a reação que conseguiria e estava fazendo declarações intrigantes com tudo isso. Eu não consigo dizer o que ele estava pensando. Nesta imagem, por exemplo, em que o mostra entrando em um avião em 1988, época do álbum BAD – que foi outra época maravilhosa de seu estilo – ele estava usando Ray-Ban Wayfarers e jaqueta militar. Posso dizer que havia uma reflexão complexa por trás, e que havia alguma declaração em mente, mas não tenho a audácia de tentar dizer o que era. Temos que apenas aceitar que ele era uma figura super icônica no mundo do entretenimento, e imitável.

Com isso em mente, não posso dizer que alguma vez me esforcei em seguir o estilo de Michael. Eu usei Wayfarers também, por exemplo, mas apenas por causa da sua forma icônica. Eles eram legais. Eles são o que os franceses chamariam de baba-cool, um termo fashion usado nos anos 60 que se considera ser a tradução de boêmia. Mas isso é o que significa para mim e não para MJ. Ele era um cara especial. Eramos camaradas. Tivemos algumas conversas, uma quando o visitei em sua casa e outra quando ele me entrevistou anos atrás para uma matéria de uma revista. Ele era o mais talentoso, interessante, perturbado e iluminado ser humano que eu já topei e, de fato, tive a sorte de encontrar em primeira mão. Mas ele era tão enigmático. Não poderia te dizer o que os óculos simbolizavam para Michael porque ele construiu barreiras incríveis, parâmetros impenetráveis que preveniam uma compreensão mais profunda.

O que posso dizer sobre o estilo do Michael é que não é nada literal, mas era apenas a atitude dele. Eu vejo o senso de liberdade fashion que ele tinha. Ele era um homem que se sentia a vontade em ser ele mesmo e se expressar. Esse é um valor que me inspiro e atribuo isso a ele. Em termos de seu estilo pessoal, ele definitivamente fez sua assinatura.

Você tem que saber o que está fazendo quando está falando de Michael Jackson e seu gosto pela moda. Não sei se correspondi bem. Mas, no entanto, eu diria que eu arranquei uma página do livro dele quando se trata de “marchar conforme a batida da sua própria percussão”. É fácil se sentir ímpar quando folheamos uma revista qualquer vemos que todo mundo realmente se veste como todo mundo. A atitude de definir você mesmo desse jeito é raro: recusando-se a ceder aos que criticam e obstinadamente fazer seu próprio negócio, não se importando com o que dizem. Era isso que Michael era, e que seu estilo era. É algo que eu realmente respeito.”

Fonte: Pharrell Williams Brasil

Ouvindo “Never Can Say Goodbye (Neptunes Remix)

One Luv _\\// – Rafael

O grafiteiro paulista Crânio, por convite da incorporadora Max Haus e da revista Zupi, ilustrou o fosso de um elevador de 80 Metros de altura.

Apesar do novo layout (Normalmente os grafites são panorâmicos, e não na vertical) o feedback foi o melhor possível. O Artista, os idealizadores e os moradores ficaram muito satisfeitos com o resultado. O famoso ” assunto de elevador ” é dispensado diante desta vista:

E aí ? Curtiu ?

Mais trampos do Crânio: Flickr 

Fontes: TV Cultura e Zupi

Free your mind – Luis Sorroche 

Sou muito fã da arte pop do homie Joshua Williams – ou Takun Williams/ TechnoDrome1, como assina – é um jovem artista do Brooklyn, Nova York que cria ilustrações pop multicoloridas e vibrantes. Seu trabalho é bem urbano e contemporâneo, o que é explicado por suas principais influências, de acordo com o próprio Joshua: Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat.

As ilustrações desse americano nascido em Jersey e que hoje mora no Brooklyn, em Nova York, já rodaram blogs e sites gringos e nacionais, com destaque para os desenhos das “celebridades” do mundo contemporâneo, como A$AP Rocky, Kayne West, M.I.A., Alvim Kingdom (rs), entre inúmeros outros nomes da cultura pop. 

Kayne West, por Technodrome1

A$AP Rocky, por Technodrome1

M.I.A, por Technodrome1

Alvim Kingdom, por Technodrome1

Williams começou a desenhar inspirado nos desenhos animados que via na televisão, especialmente as tartarugas ninjas. O gosto pela arte, de certa forma, é de família. O pai, arquiteto, também fazia pinturas a óleo, o que despertou o interesse do garoto por artes plásticas. Além disso, o irmão é escritor.

Apesar de já ter sido comparado com Andy Warhol, talvez pela influência do mundo pop em seu trabalho, entre as diferentes referências de Williams – ele mesmo cita Basquiat, Warhol, Egon Sheile, Gustav Klimt, Matisse, Pollack, Picasso e Mr. Brainwash –, os cartoons têm um lugar especial. “A maioria das minhas influências é mais contemporânea, como Frank Miller e o Sin City, Jim Lee e os X-men, e os quadrinhos”.

Com a popularidade em alta, no caminho para alcançar as estrelas desenhadas por ele, suas ilustrações variam de US$ 100 a US$ 5 mil. Todos os desenhos são feitos com o que ele chama de “super” Mac, em seu apartamento no Brooklyn.

Confira abaixo Technodrome em uma matéria para a dope mag Complex!

Who Is Technodrome?

Fonte: ComplexMag

Excellence is the bare minimum – Alvim Kingdom

Muitas pessoas provavelmente ja se depararam com a expressão “Sneakerhead”. Algumas não sabem de certo o que é, algumas sabem bem por cima o que é, e algumas pensam que sabem o que é. Que tal recebermos essa resposta das pessoas que mais entendem do assunto ? Assista o documentário “Sneakers – Entrando de sola na cultura urbana”. Tire suas dúvidas ou agregue valores para o seu conceito sobre o que é um Sneakerhead

Fonte: Grupo Sneakerhead no Facebook

Excellence is the bare minimumThales Fazan