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Michael Jackson

Esta semana estamos divulgando as listas da Complex como se fossemos fãs. E somos!

Esta lista divulga quem são as celebridades com os “barracos” mais caro no mercado. O interessante é que, de cinco casas, três são de negros. É a raça considerada “minoria” mostrando seu valor e poder no mundo. Black Excellence they are! Check it out!

Em quinto lugar está a casa do falecido Rei do Pop, Michael Jackson. A mansão que fica em Los Angeles, está a venda por 23.9 milhões de dólares e é enorme. Entre seus cômodos têm: 7 quartos e 13 banheiros, uma adega, um quarto de degustação, elevador, spa, piscina, jardins, quartos de hospedes, e, mais importante, uma hipoteca de 85 mil dólares por mês. BOOM!

Em quarto, mais um Michael. Dessa vez: Jordan.
A casa avaliada em 29 milhões de dólares fica em Illnois, EUA. Além dos diversos quartos e banheiros a mansão tem, é lógico, uma quadra de basquete sensacional e uma campo de golf ainda melhor.

Em segundo, logo após Katherine Hepburn, temos Oprah Winfrey. A casa foi comprada pela apresentadora por 55 milhões de dólares e agora vale $85 milhões, após as diversas modificações. Não há muitos dados sobre as dependências do imóvel, mas por se tratar de Oprah acreditamos que é tão f*da quanto as fotos aéreas.

No topo da lista está Gianni Versace. Mas não comentaremos sobre. Seu sobrenome já fala por si.

Fonte: Complex.com

A revisa digital Dazed publicou há duas semanas uma matéria que podemos categorizar como “Black Excellence about Black Excellence”. A reportagem, que na verdade são fotos de ‘lendas’ usando Ray-Bans, traz um depoimento do talentosíssimo, Pharrell Williams falando um pouco sobre, outro grande talento, Michael Jackson. Confira abaixo Pharrell contando como foi obcecado por Michael em sua infância e sobre a capacidade do “Rei do Pop” de hipnotizar qualquer um em frente da televisão.

“A coisa mais importante que tenho a dizer sobre Michael Jackson é que ele era incrivelmente culto. Um cara super inteligente que mudou os padrões do entretenimento. Minha primeira memória dele é de eu estar em frente da TV, quando criança vendo ele performar. Eu ficava o mais próximo que podia da tela, totalmente hipnotizado. Era a música “Let’s Dance Let’s Shout” e lá estava eu grudado na televisão. Era uma experiencia fenomenal só vê-lo se apresentar. De lá em diante, ele reinventou o padrão do que é ser um artista. Não consigo pensar em nada que tivesse visto antes daquilo, ou depois, que pelo menos chegue perto do que ele fazia, musicalmente e visualmente.

Dito isso, àquela idade, nunca tinha pensado em fazer música inspirado em Michael. Eu nem pensava em fazer música. Nem era uma opção pensar nisso. Eu morava nos subúrbios de Virginia – não era um costume pensar em algo do tipo. Lá você pensava que música era mágica, arte era mágica e filmes eram mágicos, mas não tinha nada ali que cultivava essa mágica, para mostrar que aquilo era possível em sua vida. Havia isto no Michael e era maravilhoso. O que ele fazia parecia uma mágica impossível. Ele era sempre algo totalmente especial.

É claro que naquele época eu não pensava em música como objetivo de vida. Era o que era. Não passava pela minha cabeça pensar em MJ e compara-lo com outro artista daquele tempo; era apenas uma coisa tácita, indiscutível que ele é inerentemente diferente, e algo que você não poderia perder. Ele era o único artista que me chamava atenção na época em que Thriller foi lançado, em 1982, quando eu tinha nove anos. Naquela época não havia dúvidas: você queria parecer com ele, se vestir como ele, e ter a habilidade de dançar que nem ele. Não que ele já não tinha impressionado antes. Para mim, o look de Off The Wall era sensacional também: o terno, a gravata borboleta e o afro. Aquilo que era estilo. Ele sempre teve um ótimo senso fashion. Assim que ele deixou o Jackson Five, ele realmente começou a se expressar; indo a lugares como Studio 54, conhecendo gente, trabalhando para afiar os detalhes que aperfeiçoaram seu talento. Michael estava estudando Walt Disney, desenvolvendo seu amor por animação, filmes antigos e livros interessantes, o que evoluiu tremendamente seu estilo com o passar do tempo.

MJ definitivamente criou sua própria linguagem na moda. Ele nunca usava nada errado e literalmente declarava algo toda vez que se vestia. Eu poderia decodificar ou decifrar? Não. O que estou tentando dizer é, ele não fazia as coisas do nada. Tudo que ele usava e fazia era calculado. Sabia a reação que conseguiria e estava fazendo declarações intrigantes com tudo isso. Eu não consigo dizer o que ele estava pensando. Nesta imagem, por exemplo, em que o mostra entrando em um avião em 1988, época do álbum BAD – que foi outra época maravilhosa de seu estilo – ele estava usando Ray-Ban Wayfarers e jaqueta militar. Posso dizer que havia uma reflexão complexa por trás, e que havia alguma declaração em mente, mas não tenho a audácia de tentar dizer o que era. Temos que apenas aceitar que ele era uma figura super icônica no mundo do entretenimento, e imitável.

Com isso em mente, não posso dizer que alguma vez me esforcei em seguir o estilo de Michael. Eu usei Wayfarers também, por exemplo, mas apenas por causa da sua forma icônica. Eles eram legais. Eles são o que os franceses chamariam de baba-cool, um termo fashion usado nos anos 60 que se considera ser a tradução de boêmia. Mas isso é o que significa para mim e não para MJ. Ele era um cara especial. Eramos camaradas. Tivemos algumas conversas, uma quando o visitei em sua casa e outra quando ele me entrevistou anos atrás para uma matéria de uma revista. Ele era o mais talentoso, interessante, perturbado e iluminado ser humano que eu já topei e, de fato, tive a sorte de encontrar em primeira mão. Mas ele era tão enigmático. Não poderia te dizer o que os óculos simbolizavam para Michael porque ele construiu barreiras incríveis, parâmetros impenetráveis que preveniam uma compreensão mais profunda.

O que posso dizer sobre o estilo do Michael é que não é nada literal, mas era apenas a atitude dele. Eu vejo o senso de liberdade fashion que ele tinha. Ele era um homem que se sentia a vontade em ser ele mesmo e se expressar. Esse é um valor que me inspiro e atribuo isso a ele. Em termos de seu estilo pessoal, ele definitivamente fez sua assinatura.

Você tem que saber o que está fazendo quando está falando de Michael Jackson e seu gosto pela moda. Não sei se correspondi bem. Mas, no entanto, eu diria que eu arranquei uma página do livro dele quando se trata de “marchar conforme a batida da sua própria percussão”. É fácil se sentir ímpar quando folheamos uma revista qualquer vemos que todo mundo realmente se veste como todo mundo. A atitude de definir você mesmo desse jeito é raro: recusando-se a ceder aos que criticam e obstinadamente fazer seu próprio negócio, não se importando com o que dizem. Era isso que Michael era, e que seu estilo era. É algo que eu realmente respeito.”

Fonte: Pharrell Williams Brasil

Ouvindo “Never Can Say Goodbye (Neptunes Remix)

One Luv _\\// – Rafael

O “Rei do Pop” era um pacote invejável de talento. Cantava sensacionalmente bem e com uma facilidade de arrepiar. Seu modo de dançar poderia ser referenciado como de “anjo” e “demônio”. A criatividade e toque artístico em seus vídeos clipes impressionou e impressiona o mundo até hoje, 3 anos após sua morte. Mas o seu pacote “pop” vai além da música. Sua “excelência negra” estava presente em seu estilo também. Vamos dar uma volta na vida fashion do  Kid mais Fresh que já existiu.

No começo dos anos 70, Michael ainda fazia parte do Jackson 5 e era apenas um adolescente. No entanto, seu senso de estilo já era notável com camiseta gola V estampadíssima, colete e um afro que gritava “black style”.

Michael arrasava em seus clipes em todos os quesitos. A jaqueta de motoqueiro de Thriller até hoje é HYPE no mundo da moda. No final dos anos 80, essa peculiar peça causou uma red-jacket-fever (é, igual Bieber Fever), fato que deve ter impulsionado os materiais: couro vermelho e zippers na bolsa de valores. Não podemos esquecer que, no mesmo clipe, ele foi o primeiro lobisomem a usar uma Varsity Jacket.

Mr. Jackson killed o American Music Awards com seu clássico visual militar em um casaco-Sergeant-Peppers todo “gliterado”. O que o deixa mais fresh nisso, é que ele estava namorando a Brooke Shields. Namora-la, naquela época, tinha mais importância do que namorar a Beyoncé hoje. Sem falar nas questões raciais. Michael estava Big Pimpin’ em 1984 antes mesmo de Jay-Z.

Depois de chocar muitos com as diversas vezes que ele tocou seu órgão sexual no clipe de “Bad”, o Rei não parou de repetir o movimento desde então. Em sua turnê Dangerous, ele decidiu chamar muita atenção com um protetor de virilha dourado, calça de couro justa e uma jaqueta holográfica com acessório dourado Rambo-style.

Depois de anos, o cantor nunca perdeu seu bom gosto de guarda-roupa. Nessa imagem de 2009, Michael estava no melhor estilo All Black Everything de paletó com tachas douradas da marca francesa Givenchy. O melhor é que era da coleção feminina. MJ doesnt gave a fuck, he just want to rock!

Em Billie Jean, MJ realmente dá um show de estilo: seu clássico Oxford na cor branca; meias, como sempre, amostra; calça, corte tradicional, de couro preta em conjunto com blazer preto e; camisa rosa e gravata borboleta vermelha.

Na minha humilde opinião esse foi o melhor look do Michael em vida. Usar uma outfit em couro com gravata borboleta só sendo Rei. A composição do seu estilo com a música mostra um Michael Jackson looking-moving-sounding fresh to death!

PS: algo me diz que foi esse vídeo que inspirou o visual de Kanye West  na gravação do Storytellers da VH1.

One luv _\\// – Rafito

Hoje completamos 3 anos sem o melhor artista da história da música. É um dia triste não só para os fãs, mas para todos os amantes de música que tem conhecimento do quanto esse homem foi importante para evolução da música, do vídeo clipe, da moda, sem falar na influência ao abrir espaço para os negros conquistarem seus espaços na mídia.

É uma perda irreparável. Uma lacuna que nunca será preenchida. Suas causas sociais e importância com o ser humano foram um dos poucos motivos de faze-lo sorrir. Nunca deixou de acreditar em um mundo melhor.

É triste dizer, mas, na minha concepção, Mike morreu de desgosto: acusações falsas que perturbaram sua vida durante anos, pessoas o julgando e fazendo chacota com seu estilo de vida e múltiplas plásticas. Em pouco tempo, tudo que ele fez por nós foi esquecido por mentiras que, pós sua morte, foram desmentidas. Mas nós, verdadeiros fãs, nunca deixamos de acreditar na sua palavra. Agora, o que nos resta é recordar e preservar todos os momentos bons, que por sinal, não foram poucos.

Abaixo um tributo ao “Rei do Pop” que me faz chorar cada vez que assisto

The Game ft Chris Brown & DiddyBetter On The Other Side

Quem é Michael Jackson?

Eu sou Michael Jackson, você é Michael Jackson. Somos todos Michael JacksonThales Fazan