Quando achamos que uma marca está quase morrendo, ela vêm com algo f*da.

A Bathing Ape em parceria com a empresa especializada em design de móveis Modernica, criaram uma cadeira com um design minimalista, de vidro, pernas de madeira e com a estampa clássica da marca japonesa: o camouflage. Logo elas estarão disponíveis nas lojas físicas e onlines pela bagatela de quase mil dólares.

Mesmo não sendo algo que irá colocar novamente a Bape no patamar de uma das melhores streetwear do mundo, essa peça merece respeito e admiração.

Fonte: TheHypeBr

One Luv, peace _\\// – Rafito

No ritmo dos Jogos Olímpicos, a Galeria Gagosian de Londres é o atual lar de uma colaboração de duas lendas no cenário artístico Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat. A pintura foi feita em 1995 e foi inspirada nos Jogos Olímpicos de 1994 em Los Angeles. Ela faz parte de uma das várias peças realizadas pela dupla entre 1993 e 1995. Warhol e Basquiat fazem uma releitura do símbolo Olímpico com traços abstratos homenageando os atletas afro-americanos da Olimpíada passada.

 

Fonte: HYPEBEAST

Excellence is the bare minimumThales Fazan

A revisa digital Dazed publicou há duas semanas uma matéria que podemos categorizar como “Black Excellence about Black Excellence”. A reportagem, que na verdade são fotos de ‘lendas’ usando Ray-Bans, traz um depoimento do talentosíssimo, Pharrell Williams falando um pouco sobre, outro grande talento, Michael Jackson. Confira abaixo Pharrell contando como foi obcecado por Michael em sua infância e sobre a capacidade do “Rei do Pop” de hipnotizar qualquer um em frente da televisão.

“A coisa mais importante que tenho a dizer sobre Michael Jackson é que ele era incrivelmente culto. Um cara super inteligente que mudou os padrões do entretenimento. Minha primeira memória dele é de eu estar em frente da TV, quando criança vendo ele performar. Eu ficava o mais próximo que podia da tela, totalmente hipnotizado. Era a música “Let’s Dance Let’s Shout” e lá estava eu grudado na televisão. Era uma experiencia fenomenal só vê-lo se apresentar. De lá em diante, ele reinventou o padrão do que é ser um artista. Não consigo pensar em nada que tivesse visto antes daquilo, ou depois, que pelo menos chegue perto do que ele fazia, musicalmente e visualmente.

Dito isso, àquela idade, nunca tinha pensado em fazer música inspirado em Michael. Eu nem pensava em fazer música. Nem era uma opção pensar nisso. Eu morava nos subúrbios de Virginia – não era um costume pensar em algo do tipo. Lá você pensava que música era mágica, arte era mágica e filmes eram mágicos, mas não tinha nada ali que cultivava essa mágica, para mostrar que aquilo era possível em sua vida. Havia isto no Michael e era maravilhoso. O que ele fazia parecia uma mágica impossível. Ele era sempre algo totalmente especial.

É claro que naquele época eu não pensava em música como objetivo de vida. Era o que era. Não passava pela minha cabeça pensar em MJ e compara-lo com outro artista daquele tempo; era apenas uma coisa tácita, indiscutível que ele é inerentemente diferente, e algo que você não poderia perder. Ele era o único artista que me chamava atenção na época em que Thriller foi lançado, em 1982, quando eu tinha nove anos. Naquela época não havia dúvidas: você queria parecer com ele, se vestir como ele, e ter a habilidade de dançar que nem ele. Não que ele já não tinha impressionado antes. Para mim, o look de Off The Wall era sensacional também: o terno, a gravata borboleta e o afro. Aquilo que era estilo. Ele sempre teve um ótimo senso fashion. Assim que ele deixou o Jackson Five, ele realmente começou a se expressar; indo a lugares como Studio 54, conhecendo gente, trabalhando para afiar os detalhes que aperfeiçoaram seu talento. Michael estava estudando Walt Disney, desenvolvendo seu amor por animação, filmes antigos e livros interessantes, o que evoluiu tremendamente seu estilo com o passar do tempo.

MJ definitivamente criou sua própria linguagem na moda. Ele nunca usava nada errado e literalmente declarava algo toda vez que se vestia. Eu poderia decodificar ou decifrar? Não. O que estou tentando dizer é, ele não fazia as coisas do nada. Tudo que ele usava e fazia era calculado. Sabia a reação que conseguiria e estava fazendo declarações intrigantes com tudo isso. Eu não consigo dizer o que ele estava pensando. Nesta imagem, por exemplo, em que o mostra entrando em um avião em 1988, época do álbum BAD – que foi outra época maravilhosa de seu estilo – ele estava usando Ray-Ban Wayfarers e jaqueta militar. Posso dizer que havia uma reflexão complexa por trás, e que havia alguma declaração em mente, mas não tenho a audácia de tentar dizer o que era. Temos que apenas aceitar que ele era uma figura super icônica no mundo do entretenimento, e imitável.

Com isso em mente, não posso dizer que alguma vez me esforcei em seguir o estilo de Michael. Eu usei Wayfarers também, por exemplo, mas apenas por causa da sua forma icônica. Eles eram legais. Eles são o que os franceses chamariam de baba-cool, um termo fashion usado nos anos 60 que se considera ser a tradução de boêmia. Mas isso é o que significa para mim e não para MJ. Ele era um cara especial. Eramos camaradas. Tivemos algumas conversas, uma quando o visitei em sua casa e outra quando ele me entrevistou anos atrás para uma matéria de uma revista. Ele era o mais talentoso, interessante, perturbado e iluminado ser humano que eu já topei e, de fato, tive a sorte de encontrar em primeira mão. Mas ele era tão enigmático. Não poderia te dizer o que os óculos simbolizavam para Michael porque ele construiu barreiras incríveis, parâmetros impenetráveis que preveniam uma compreensão mais profunda.

O que posso dizer sobre o estilo do Michael é que não é nada literal, mas era apenas a atitude dele. Eu vejo o senso de liberdade fashion que ele tinha. Ele era um homem que se sentia a vontade em ser ele mesmo e se expressar. Esse é um valor que me inspiro e atribuo isso a ele. Em termos de seu estilo pessoal, ele definitivamente fez sua assinatura.

Você tem que saber o que está fazendo quando está falando de Michael Jackson e seu gosto pela moda. Não sei se correspondi bem. Mas, no entanto, eu diria que eu arranquei uma página do livro dele quando se trata de “marchar conforme a batida da sua própria percussão”. É fácil se sentir ímpar quando folheamos uma revista qualquer vemos que todo mundo realmente se veste como todo mundo. A atitude de definir você mesmo desse jeito é raro: recusando-se a ceder aos que criticam e obstinadamente fazer seu próprio negócio, não se importando com o que dizem. Era isso que Michael era, e que seu estilo era. É algo que eu realmente respeito.”

Fonte: Pharrell Williams Brasil

Ouvindo “Never Can Say Goodbye (Neptunes Remix)

One Luv _\\// – Rafael

A carreira de Muhammad Ali no boxe profissional transcendeu gerações. E em um esforço para capturar tanto a personalidade marcante de Ali e suas idéias, a etiqueta Louis Vuitton se prepara para lançar uma nova campanha intitulada “Core Values” (Valores Fundamentais). 

Contando com o famoso calígrafo Niels Shoe Meulman, com o MC e letrista Yasiin Bey (Mos Def), as palavras de Ali serão transformadas em uma experiência digital celebrando, e ilustrando, a inspiração e o poder por trás do boxeador.

Yassin Bey  é reconhecido atualmente como um dos mais inspiradores artistas do hip hop. Não é atoa que orapper foi selecionado para prestar esta homenagem ao pugilista nessa campanha publicitária da LV. Na propaganda ele executa alguns dos poemas que foram escritos por Cassius Clay (nome de batismo de Ali). Ambos os poemas foram originalmente entregues pelo boxeador na preparação para lutas lendárias como: “Word” que foi destinado a Sonny Liston e “Dream” para George Foreman.

Aqui estão os dois comerciais que apresentam Mos Def recitando discursos de Ali. EPIC!

“I can drown a drink of water, and kill a dead tree,
Wait ‘til you see Muhammad Ali.”

Excellence is the bare minimum – Alvim Kingdom

Ok! Let’s go back to Black e relembrar que há exatamente um ano, o mundo perdeu uma das artistas mais importantes do século XXI, Amy Jade Winehouse, nascida em 14 de setembro de 1983 (mesma data do rapper Nas), teve sua vida interrompida aos 27 anos como Janes JoplinKurt CobainJimi Hendrix, entre outros.

Amy publicou apenas dois álbuns em vida, unindo soul, jazz, pop e R&B e revisitando seus antepassados. Cantora excepcional, e em pouquíssimo tempo ela arrebatou a crítica e reuniu em torno de si uma legião de seguidores fiéis. Contudo, sua vida pessoal sempre foi o alvo de discussão na mídia mundial, mas nós aqui da Black Excellence temos o compromisso com o impacto cultural do artista, sendo assim a nossa Fresh Kid da semana é a hipnotizante Amy Winehouse.

Amy surgiu trazendo um ar nostálgico em roupas retrô misturado com uma atitude totalmente contemporânea. Sua voz e canções marcaram tanto quanto seu cabelo, sua maquiagem e suas roupas. Não seguia tendência, era tendência. Cabelo, roupas, maquiagem, enfim, tudo à lá Amy. O delineador sempre bem marcado foi resgatado por ela, e de “delineado gatinho” virou: delineado da Amy.

Amy Winehouse adorava seus vestidinhos de alcinha, curtos, alguns em estilo Vichy, um misto de bonequinha e pin up explosiva. Além dos vestidinhos, Amy era adepta das calças skinny, das camisetas e camisas de botão de manga curta, bem justinhas ao corpo e sapatilhas. Uma livre inspiração em Audrey Hepburn, outra diva imortalizada pelo seu estilo.

Amy Winehouse foi modelo de sua própria coleção de roupas para a marca Fred Perry. Ao todo, foram criadas 17 peças exclusivas inspiradas no seu próprio estilo de se vestir no dia-a-dia.

Amy Winehouse marcou expressivamente a moda, que tanto editoriais de moda como desfiles foram feitos inspirados no seu estilo. Em janeiro deste ano, Jean Paul Gaultier apresentou um desfile de alta costura inteiro feito em homenagem à cantora. 

Amy inspirou estilistas renomados no mundo todo. Karl Lagerfeld tinha em Amy um modelo padrão. Ele a comparava a Brigitte Bardot. Para se ter ideia do quanto Amy também foi um ícone para a moda, o vestido de chifon, branco, que usou na capa de seu álbum “Back to black” foi leiloado e arrematado por 50 mil euros algo em torno de R$ 123 mil reais.

Voltando a música… A nova atualização da Billboard 200, a principal parada de discos dos EUA, traz o rapper Nas em 1º lugar com o lançamento do álbum “Life Is Good”. Nas e Amy cultivavam uma amizade de longa data, no albúm Nas & Amy gravaram a  faixa “Cherry Wine”, na semana de lançamento, o álbum vendeu 149 mil cópias.

Definitivamente Amy ainda permanece inatingível em meu MP, o fato de ter sido hipnotizada por sua música, abriu totalmente meus olhos para a sua atmosfera cultural. Não que eu ignore todo o seu histórico de vícios e afins, mas acredito que cada pessoa no mundo escolhe como sobreviver e lutar contra seus demônios, e as pessoas são livres para isso. Amy viveu de música, Amy honrou a música… Tornando assim o seu legado épico!

Felizes são aqueles que conseguem captar a alma do “Live FastDie Young“.  ‘R.I.P’

“I don’t think your ability to fight has anything to do with how big you are. It’s to do with how much anger is in you.” – Amy Winehouse

Excellence is the bare minimum – Alvim Kingdom

Ao som de Amy Winehouse – What is it about men? 

O grafiteiro paulista Crânio, por convite da incorporadora Max Haus e da revista Zupi, ilustrou o fosso de um elevador de 80 Metros de altura.

Apesar do novo layout (Normalmente os grafites são panorâmicos, e não na vertical) o feedback foi o melhor possível. O Artista, os idealizadores e os moradores ficaram muito satisfeitos com o resultado. O famoso ” assunto de elevador ” é dispensado diante desta vista:

E aí ? Curtiu ?

Mais trampos do Crânio: Flickr 

Fontes: TV Cultura e Zupi

Free your mind – Luis Sorroche 

Em ano de jogos olímpicos todos os olhos são voltados para a cidade sede e para seu país. Em 2012 não seria diferente; Londres é atualmente a vitrine da Terra e é consequentemente alvo de um bombardeio publicitário. O que me chamou atenção, e agora vai chamar a de vocês – é o movimento de antipublicidade que está invadindo o espaço que seria dominado pelos grandes anunciantes.

Os responsáveis por este movimento batizado de Brandalism (soma e tradução de Marca + Vandalismo respectivamente) são 24 artistas de diferentes países que mantém os outdoors publicados atualmente em 5 cidades.

Achei muito interessante essa mobilização – que me remeteu a vários pensamentos, como a relação da Publicidade com a Arte e da Anti-publicidade com a Anti-arte; Grafiti, Lei da cidade limpa, Protestos, o post anterior, Alienação, greves, a intervenção da Bienal de 2008, este vídeo, entre outros.

Enfim… Abaixo temos alguns outdoors plantados pela equipe. Tire suas próprias conclusões.

Site Oficial do grupo: http://brandalism.org.uk/

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/album-de-fotos/movimento-antipublicidade-invade-outdoors-no-reino-unido

Free your mind – Luis Sorroche